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BARUCH / Fraudes bancárias

Fraude bancária por falsa identidade: como verificar documentos e operações

Uma identificação aparentemente correta pode acompanhar uma operação fraudulenta. A prevenção exige verificar quem solicita, quais poderes possui e se os documentos correspondem à realidade econômica apresentada.

O documento é uma parte da verificação

Fraudes bancárias por falsa identidade podem envolver dados verdadeiros usados por terceiros, documentos adulterados ou representantes sem poderes para contratar. O CERT.br alerta para o uso de dados vazados na abertura de contas e contratação de empréstimos. Confirmar que um CPF existe, portanto, não confirma que a pessoa diante do banco seja seu titular.

No âmbito de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, a Circular BCB 3.978 prevê procedimentos de verificação e validação da identidade do cliente. Essa exigência oferece uma referência importante: cadastrar informações e comprovar sua autenticidade são atividades diferentes.

Referências: CERT.br — Golpes: Evite FraudesBanco Central — Circular nº 3.978: identificação, qualificação e controles de PLD/FT

Cruze identidade, representação e contexto

Um roteiro de análise pode começar por três perguntas: quem está contratando, em nome de quem e para qual finalidade? Compare as informações do atendimento com os documentos recebidos e com fontes independentes acessadas legitimamente. Para empresas, examine também a representação: uma procuração existente pode ter prazo, limitações ou escopo incompatível com a operação pretendida.

Divergências de endereço, contato ou assinatura merecem esclarecimento documentado. Elas não provam fraude isoladamente. Quando uma informação muda, registre a versão anterior, quem pediu a alteração e como ela foi confirmada. Esse histórico ajuda a diferenciar uma atualização legítima de uma tentativa de assumir o controle da relação.

Notas e comprovantes precisam corresponder à operação

Na análise de documentos e notas fiscais, procure coerência entre contratação, entrega, faturamento e pagamento. Um arquivo visualmente convincente pode descrever uma operação que não aconteceu. Confira o documento na fonte emissora ou no ambiente oficial aplicável e compare os dados com os registros comerciais disponíveis. A aparência do PDF, sozinha, não resolve essa verificação.

Considere um pedido de crédito sustentado por vendas recentes. Antes de aceitar o conjunto documental, verifique se os compradores, valores e prazos fazem sentido e se há confirmação independente das transações relevantes. Documente também as limitações: documento indisponível, resposta inconclusiva e inconsistência comprovada representam situações distintas e pedem decisões diferentes.

Defina o que acontece quando surge uma divergência

O controle perde força quando qualquer urgência comercial permite ignorá-lo. Estabeleça quem pode solicitar verificações adicionais, suspender uma aprovação dentro de suas atribuições e decidir sobre exceções. Uma exceção precisa ter motivo, responsável e prazo para resolução. Casos semelhantes devem receber tratamento consistente, sem depender apenas da experiência individual do atendente.

Se a suspeita surgir depois da contratação, preserve os arquivos recebidos e os registros de acesso, atendimento e aprovação. Monte uma sequência dos eventos antes de formular conclusões. Uma investigação útil identifica quais informações eram conhecidas em cada decisão, onde houve falha de confirmação e quais operações podem compartilhar a mesma origem.

Investigue com finalidade e acesso definidos

A análise antifraude deve ter escopo claro. Defina quais registros são necessários, quem pode acessá-los e como o resultado será documentado. A LGPD exige observância de princípios como finalidade, necessidade e segurança; reunir dados sem relação com a hipótese investigada pode ampliar a exposição sem esclarecer o caso.

O produto final deve separar fatos confirmados, indícios e pontos ainda não esclarecidos. Assim, compliance, jurídico e operação conseguem decidir sobre correções e próximos passos com uma base comum. A qualidade da investigação depende da capacidade de demonstrar o caminho da evidência até a conclusão.

Referências: Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — Lei nº 13.709/2018

Perguntas frequentes

CPF regular comprova a identidade de quem solicita uma operação?
Não. A regularidade cadastral não demonstra que a pessoa que apresenta os dados seja sua titular. É necessário verificar a identidade e o contexto da solicitação.
Uma nota fiscal autêntica elimina o risco de fraude?
Não. A análise também precisa verificar a relação entre o documento, a operação comercial, as partes envolvidas e a finalidade para a qual foi apresentado.
Quando uma divergência deve virar investigação?
Quando sua relevância, repetição ou combinação com outros sinais justificar aprofundamento. Registre a hipótese e preserve os elementos necessários antes de concluir que houve fraude.

Fontes e referências

As referências fundamentam os conceitos citados. O escopo de cada trabalho depende do caso e das informações disponíveis.

Do entendimento à ação

Converse com a Baruch Antifraude sobre o escopo de uma investigação de identidade, documentos ou operações suspeitas.

Conte o que precisa esclarecer. A Baruch ajuda a definir as perguntas, as frentes de trabalho e as entregas adequadas ao caso.

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