Comunicado de Inteligência Global
Visão Global
1.1Sumário Executivo
A semana fechou com o cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã visivelmente deteriorado: o New York Times reportou em 15 de maio que Washington e Tel Aviv preparam retomada de operações ofensivas em poucos dias, incluindo opções como bombardeio intensificado, tomada da ilha de Kharg e inserção de comandos para extrair material nuclear. O Estreito de Hormuz seguiu fechado pelo terceiro mês — o CEO da Saudi Aramco confirmou em 11 de maio que mais de 600 petroleiros estão presos no Golfo. O Brent encerrou a semana em USD 109,26/barril (+8,1%). O cessar-fogo do Dia da Vitória entre Rússia e Ucrânia expirou em 11 de maio sem desdobramento diplomático; em 16 de maio Kiev registrou 195 confrontos na linha de frente, com Pokrovsk como eixo mais ativo. Em paralelo, Israel matou em Gaza Izz al-Din al-Haddad, líder operacional do Hamas, e a Colômbia entrou na última quinzena antes da eleição presidencial em meio a ofensiva da FARC-EMC. (new york times, financial times, reuters, kyiv independent)
1.2Manchete Global
- EUA e Israel preparam retomada de operações contra o Irã. O New York Times publicou em 15 de maio relato de oficiais americanos afirmando que Estados Unidos e Israel entraram em 'preparativos intensos' para reativar a Operation Epic Fury em poucos dias. Três opções estão sobre a mesa: bombardeio ampliado de infraestrutura militar e civil, tomada da ilha de Kharg (hub que escoa cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano) e desembarque de comandos para extrair material nuclear soterrado em Fordow e Natanz. Em 16 de maio Trump declarou que os EUA poderiam 'destruir a infraestrutura do Irã em dois dias'. (new york times, jerusalem post, haaretz, times of israel)
- Hormuz segue fechado; tankers presos chegam a 840. O presidente da Saudi Aramco, Amin Nasser, declarou em 11 de maio que mais de 600 petroleiros estão retidos dentro do Golfo Pérsico e outros 240 aguardam do lado externo do estreito. O bloqueio iraniano imposto desde 28 de fevereiro reduziu o fluxo do estreito em mais de 90%, deixando Arábia Saudita, Kuwait, Bahrain, Catar e Emirados Árabes Unidos sem escoamento normal. O Brent fechou a semana em USD 109,26 (+8,1%), e o Citi mantém projeção de USD 150/barril se o impasse passar de junho. (bloomberg, financial times, ing think)
- Cessar-fogo do Dia da Vitória expira; guerra retoma intensidade. A trégua de três dias entre Rússia e Ucrânia (8 a 11 de maio) terminou sem prorrogação. Em 16 de maio o Estado-Maior ucraniano registrou 195 confrontos ao longo da linha de frente, com o eixo de Pokrovsk concentrando 23 ataques. Forças russas avançaram em Synkivka (oblast de Kharkiv), Pryvillia e Andriivka-Klevtsove (oblast de Donetsk). Putin admitiu que a guerra estaria 'chegando ao fim' mas não fixou data; Zelensky retomou cobranças por encontro presencial em terceiro país. (kyiv independent, ukrinform, critical threats, ukrainska pravda)
- Israel mata em Gaza o líder operacional do Hamas, e cessar-fogo libanês é estendido. Em 16 de maio o IDF confirmou a morte de Izz al-Din al-Haddad, descrito pelas Forças Armadas israelenses como 'chefe operacional do Hamas em Gaza' e identificado pelo gabinete de Israel como o principal obstáculo ao plano de paz de Trump. No mesmo dia, EUA estenderam por 45 dias o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah no Líbano, após a terceira rodada de negociações no Departamento de Estado em 15 de maio. Apesar da extensão, ataques israelenses no sul do Líbano permanecem diários — em 16 de maio Beirute registrou 18 mortos e 124 feridos em 24 horas. (times of israel, haaretz, al jazeera)
- Maior ofensiva jihadista-separatista do Mali desde 2012. A Frente de Libertação do Azawad (FLA, separatistas tuaregues) e o JNIM (afiliado da Al-Qaeda no Sahel) consolidaram o controle de Kidal, Aguelhok e Tessalit após a retirada conjunta de forças malianas e do Africa Corps russo. Em 11 de maio o JNIM atacou posto militar em Porga, no Burkina Faso, matando 7 soldados, e dias antes assassinou pelo menos 30 pessoas nas aldeias de Korikori e Gomossogou (região de Mopti). Em Níger, a junta cancelou todos os desfiles de 1º de maio sob alegação de 'estado de alerta' — a primeira cancelação em escala nacional desde a formação da Aliança dos Estados do Sahel em 2023. (reuters, africa center, france 24, critical threats)
1.3Mapa de Risco Global
| Dimensão PMESII-PT | Américas | Europa | MENA | África | Ásia-Pac |
|---|---|---|---|---|---|
| Político | Atenção | Atenção | Crítico | Crítico | Atenção |
| Militar | Atenção | Crítico | Crítico | Conflito ativo | Atenção |
| Econômico | Atenção | Atenção | Crítico | Atenção | Atenção |
| Social | Atenção | Estável | Crítico | Crítico | Atenção |
| Informação | Atenção | Atenção | Atenção | Atenção | Atenção |
| Infraestrutura | Atenção | Atenção | Conflito ativo | Crítico | Atenção |
| Ambiente Físico | Estável | Estável | Atenção | Atenção | Estável |
| Tempo | Crítico | Atenção | Crítico | Crítico | Atenção |
1.4Político
- Estados Unidos e Brasil criaram em 7 de maio um grupo de trabalho bilateral com prazo de 30 dias para destravar a disputa tarifária aberta em abril, quando Washington ampliou as tarifas de aço, alumínio e parte das exportações brasileiras alegando 'falta de reciprocidade comercial'. O encontro entre Lula e Trump na Casa Branca durou três horas; o ministro do Comércio Márcio Elias Rosa lidera pelo lado brasileiro, e o representante de Comércio Jamieson Greer pelo lado americano. (rio times, piie, washington times, al jazeera)
- Em Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez ultrapassou em 13 de maio o teto de 90 dias previsto pela Suprema Corte para a presidência interina assumida após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em 3 de janeiro. Sem voto formal do Legislativo para estender o mandato nem decreto declarando vacância permanente, o vácuo institucional permanece — enquanto os EUA passaram a direcionar parte das vendas de petróleo venezuelano (mais de USD 1 bilhão em receita desde janeiro, segundo o secretário de Energia Chris Wright). (cfr, atlantic council, treasury department)
- Alemanha tornou-se o maior investidor em defesa da Europa: orçamento de 2026 fixado em €108,2 bilhões e meta declarada de 3,5% do PIB até 2029 (cerca de USD 189 bilhões anuais). França (meta 2,3% até 2028) e Reino Unido (2,5% até 2027) seguem atrás. A escala alemã provocou desconforto em Paris, que avalia a 'mudança do centro de gravidade europeu para o leste'. Berlim também retomou estudo de aquisição de mísseis Tomahawk americanos. (atlantic council, defense news, euronews, eurasian times)
- A Colômbia entra em reta final eleitoral (vot 31 de maio) com FARC-EMC (facção do Iván Mordisco) somando 26 ataques com explosivos e drones desde 25 de abril no sudoeste do país. A explosão de 27 de abril na rodovia Pan-Americana entre Cali e Popayán teve balanço final de 21 mortos. Procuradoria e Ministério da Defesa atribuem a campanha à tentativa do grupo de demonstrar capacidade militar antes da posse do próximo governo. (npr, washington post, insightcrime)
1.5Militar
- Estados Unidos e Israel preparam retomada da Operation Epic Fury contra o Irã. As três opções relatadas pelo New York Times em 15 de maio são: bombardeio intensificado contra alvos militares e infraestrutura; tomada da ilha de Kharg, hub de 90% das exportações iranianas; e inserção de comandos para extrair material nuclear de Fordow e Natanz. Em 16 de maio Trump declarou que os EUA poderiam 'destruir a infraestrutura do Irã em dois dias'. (new york times, jerusalem post, haaretz)
- O cessar-fogo do Dia da Vitória entre Rússia e Ucrânia (8 a 11 de maio) expirou sem renovação. Em 16 de maio o Estado-Maior ucraniano registrou 195 confrontos ao longo da linha de frente; o eixo de Pokrovsk concentrou 23 ataques. Forças russas avançaram em Synkivka (Kharkiv), Pryvillia e Andriivka-Klevtsove (Donetsk). Putin afirmou que a guerra estaria 'chegando ao fim', mas Moscou não fixou data nem aceitou encontro presencial com Zelensky em terceiro país. (ukrinform, kyiv independent, critical threats)
- Em 8 de maio o Irã lançou 12 mísseis balísticos, 3 mísseis de cruzeiro e 4 drones contra os Emirados Árabes Unidos — primeira ofensiva direta desde o cessar-fogo de 8 de abril. A defesa aérea emiradense interceptou a maior parte, mas um drone atingiu o porto petrolífero de Fujairah ferindo 3 cidadãos indianos. Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Bahrain condenaram o ataque conjuntamente como 'escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade regional'. (ministry of defence uae, al jazeera, jerusalem post)
- FLA (Frente de Libertação do Azawad, tuareg) e JNIM (afiliado da Al-Qaeda) consolidaram o controle de Kidal, Aguelhok e Tessalit no Mali após retirada de tropas malianas e do Africa Corps russo. Em 11 de maio, JNIM atacou posto militar em Porga, Burkina Faso, matando 7 soldados, e dias antes assassinou pelo menos 30 pessoas em Korikori e Gomossogou (Mopti). Em Níger, a junta cancelou todos os desfiles de 1º de maio por 'estado de alerta'. (reuters, africa center, france 24)
1.6Econômico
- O Brent fechou a semana em USD 109,26 por barril em 15 de maio, alta de 3,35% no dia e de 8,1% na semana, com o Estreito de Hormuz seguindo bloqueado pelo terceiro mês. A AIE descreveu o ritmo atual de queda de estoques como 'entre os mais rápidos já registrados fora da pandemia', e a produção saudita caiu ao menor nível desde 1990. O Citi mantém projeção de USD 150/barril se o impasse persistir até junho. (bloomberg, trading economics, iea, ing think)
- O ouro cotado a USD 4.694 a onça segue cerca de 16% abaixo do pico histórico de USD 5.589 alcançado em 28 de janeiro, mas registra alta de 43% no acumulado do ano. Bancos centrais compraram 244 toneladas no primeiro trimestre, e a demanda total de Q1 atingiu 1.231 toneladas (USD 193 bilhões), com bar-and-coin em 474 toneladas — o segundo maior trimestre da história. JPMorgan mantém projeção de USD 5.000 para o fim do ano. (fortune, jpmorgan, world gold council, gold silver)
- O dólar segue pressionado: o DXY (índice contra cesta de seis moedas) caiu 1,02% na semana e 2,17% no mês. O real brasileiro oscilou: chegou a R$ 4,89 no início do mês, recuou para R$ 5,07 no meio do mês e fechou perto de R$ 4,98 — sustentado por juros elevados e fluxo externo. O peso argentino segue em banda gerenciada, com inflação mensal estabilizada em torno de 2,9% após anos de descontrole. (trading economics, piie, capital.com)
- Trump e Lula criaram em 7 de maio um grupo de trabalho bilateral com prazo de 30 dias para destravar tarifas americanas sobre aço, alumínio e parte das exportações brasileiras, ampliadas em abril sob alegação de 'falta de reciprocidade'. Em paralelo, a revisão formal do USMCA entre Estados Unidos, México e Canadá começa em 26 de maio, com prazo crítico em 1º de julho para decisão entre extensão, renegociação ou rescisão do acordo. (washington times, csis, piie, al jazeera)
1.7Social
- O Sudão segue como maior crise humanitária e de deslocamento em curso no mundo. Duas declarações formais de fome (IPC-5, nível máximo) vigentes — em El Fasher (Darfur) e Kadugli (Cordofão do Sul) — somam-se a 20 áreas adicionais em risco. Após a tomada de El Fasher pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), pelo menos 460 trabalhadores de saúde, pacientes e civis foram mortos ou sequestrados no último hospital ativo da cidade, segundo a ONU. (ohchr, refugees international, hrw, security council report)
- Em Haiti, gangues controlam mais de 80% da área metropolitana de Porto Príncipe. Em 10 e 11 de maio, novo deslocamento forçou centenas de famílias a abandonar casas perto da rota para o aeroporto. Em 15 de maio o general mongol Erdenebat Batsuuri assumiu a Força de Supressão de Gangues (GSF), missão da ONU que substitui a antiga MSS liderada pelo Quênia — agora com mandato ampliado para operações independentes. Mais de 1 milhão de pessoas estão deslocadas internamente. (washington post, haitian times, un news)
- Mianmar tem 5,2 milhões de pessoas deslocadas internas e além-fronteiras, e a junta (SAC) controla apenas 21% do território — segundo levantamento da SAC-M de maio. Mais de 1.200 grupos armados resistem ao regime militar, e o cessar-fogo unilateral de 2 a 22 de abril foi sistematicamente violado por bombardeios aéreos da junta. O governo civil alinhado aos militares assumiu em abril após eleições de janeiro classificadas como fraudulentas por observadores internacionais. (sac-m, iiss, crisis group, al jazeera)
1.8Informação
- O primeiro trimestre de 2026 registrou 1.305 incidentes cibernéticos rastreáveis publicamente, dos quais 1.138 foram operações de ransomware — 58% concentrados em apenas cinco grupos. O setor de infraestrutura crítica (energia, água, telecomunicações, transporte) segue como alvo principal, com o ransomware Brain Cipher destacado por analistas como ameaça emergente contra governos e operadores essenciais. (cyfirma, industrial cyber, seceon)
- A CISA (agência americana de cibersegurança de infraestrutura) anunciou em 6 de maio iniciativa específica para preparar hospitais e sistemas de saúde contra ataques destrutivos patrocinados por Estados ou ransomware. A motivação imediata é a expectativa de retaliação iraniana após a Operation Epic Fury — analistas avaliam que atores alinhados a Teerã devem migrar de vazamento de dados para ataques destrutivos em infraestrutura ocidental. (cisa, aha news, cybersecurity insiders)
- A CNN publicou em 12 de maio relato exclusivo segundo o qual a CIA expandiu secretamente operações letais dentro do México contra cartéis — incluindo participação direta em assassinatos seletivos. A presidente Claudia Sheinbaum negou conhecimento da operação em 13 de maio, classificou-a como 'inaceitável' e exigiu investigação. CIA e Departamento de Estado também negaram. O caso pressiona a relação bilateral em momento delicado da revisão do USMCA. (cnn, al jazeera)
1.9Infraestrutura — Estreitos e Pontos de Estrangulamento
- Estreito de Hormuz — fechado. Bloqueio iraniano desde 28 de fevereiro reduziu o fluxo em mais de 90% (cerca de 10 milhões de barris/dia removidos do mercado). Em 11 de maio o CEO da Saudi Aramco confirmou 600+ tankers presos dentro do Golfo e 240 aguardando fora. Tentativa de acordo via Paquistão propõe reabertura em troca de fim do bloqueio naval americano, liberação de ativos congelados e suspensão de sanções; as negociações nucleares ficariam para fase posterior. Sem acordo até 17/maio. (ukmto, axios, jerusalem post, pbs)
- Bab el-Mandeb — vigilância elevada, sem incidentes confirmados. Os Houthis (Yemen) não atacaram navios comerciais em 2026, mas mantêm capacidade de míssil de 200 km — alcance suficiente para todo o sul do Mar Vermelho. UKMTO mantém alertas preventivos sobre interferência GNSS no Mar Vermelho central e advertência para desligamento de transponders AIS em embarcações de bandeira americana. A USS George H.W. Bush foi reposicionada para evitar a região, fazendo desvio de 6.000 milhas pela rota do Cabo da Boa Esperança. (ukmto, marad, defence security asia, gcaptain)
- Mar Negro / Estreitos turcos — operacional. Tráfego comercial normalizado; Turquia mantém aplicação da Convenção de Montreux limitando trânsito naval militar. Risco residual em portos ucranianos do Mar Negro (Odesa, Pivdennyi, Chornomorsk) por drones russos — ataques continuaram durante o cessar-fogo de 8-11/maio segundo Kiev. (kyiv independent, lloyd's list)
- Estreito de Malaca — sem incidente reportado. Tráfego normal entre Singapura, Indonésia e Malásia. Atenção elevada após manobras da Marinha do ELP no Mar do Sul da China e no Pacífico Oeste, em resposta ao exercício Balikatan 2026 Estados Unidos-Filipinas. (lowy institute, ais maritime)
- Canal de Suez — operacional. UKMTO confirma trânsitos regulares no período 1º março–5 maio (Update 041). Volumes ainda 30-40% abaixo do nível pré-crise de 2023, mas linhas de contêineres começaram retorno cauteloso após meses de desvio pelo Cabo. Receita do canal em recuperação. (ukmto, jmic)
- Canal do Panamá — operacional. Trânsito normal após chuvas de outono boreal terem restaurado parcialmente o nível do Lago Gatún. ACP mantém regras de calado moderadas. Sem impacto operacional relatado para navegação comercial nesta semana. (acp)
1.10Ambiente Físico
- Sudão e a maior parte do Sahel (Mali, Burkina Faso, Níger, norte da Nigéria) entram em janela de pré-colheita com estoques alimentares no menor nível do ano. Combinação de seca e bloqueio de corredores humanitários por grupos armados amplifica risco de fome em IPC-5 (nível máximo, fome aguda). (ipc, fews net, ohchr)
- Nepal, Índia e Bangladesh no início da temporada de monções: chuvas intensas previstas para o segundo semestre de maio podem afetar tráfego aéreo em Délhi, Calcutá e Dhaka e logística rodoviária no norte. Sem evento catastrófico documentado na semana. (imd, meteorological department india)
1.11Tempo — Janela operacional
- Eleições presidenciais na Colômbia — 31 de maio. Primeiro turno sob risco elevado de violência com FARC-EMC e ELN ativos. Reta final em duas semanas; campanha encerrada em 29 de maio. (registraduria nacional, rio times)
- Revisão formal do USMCA — abertura em 26 de maio. Encontros entre representantes de Estados Unidos, México e Canadá em Washington para definir pauta. Decisão crítica em 1º de julho sobre extensão, renegociação ou rescisão do tratado. (csis, piie)
- Janela de retomada da guerra Estados Unidos–Israel–Irã — próximos 7-14 dias. O New York Times indica preparativos para reativar a Operation Epic Fury em escala maior. Sem decreto formal de cessar-fogo expirado, mas pressão diplomática via Paquistão enfraquecida pela falta de acordo sobre Hormuz. (new york times, jerusalem post, análise baruch)
5 Blocos Regionais
Américas
R.0Síntese
- Semana dominada pela pressão americana sobre México (vazamento da CNN sobre operações letais da CIA em território mexicano), pela reta final eleitoral violenta na Colômbia e pelo vácuo institucional na Venezuela, onde Delcy Rodríguez ultrapassou o teto de 90 dias da presidência interina. (cnn, al jazeera, cfr)
- Brasil estabilizou bilateralmente com Estados Unidos: Lula e Trump criaram em 7 de maio grupo de trabalho com prazo de 30 dias para tarifas. Real fechou perto de R$ 4,98/USD. Mercado de equities resiliente apesar do ambiente externo adverso. (washington times, piie, trading economics)
- Haiti entra em nova fase de mandato internacional: o general mongol Erdenebat Batsuuri assumiu em 15 de maio o comando da Força de Supressão de Gangues (GSF) da ONU, substituindo a missão queniana com mandato ampliado para operações independentes contra gangues que controlam mais de 80% de Porto Príncipe. (haitian times, un news)
R.1Político
- Reta final eleitoral na Colômbia entra em duas semanas decisivas antes do primeiro turno em 31 de maio. O governo Petro mantém alerta máximo no sudoeste (Cauca, Nariño, Valle del Cauca), epicentro dos 26 ataques da FARC-EMC desde 25 de abril, incluindo a explosão de 27 de abril que matou 21 pessoas entre Cali e Popayán. (registraduria nacional, npr, washington post)
- Em 13 de maio, a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez ultrapassou o limite de 90 dias da presidência interina previsto pela Suprema Corte da Venezuela. Sem voto da Assembleia Nacional alinhada ao chavismo nem decreto de vacância formal, o vácuo legal persiste. Os Estados Unidos mantêm Nicolás Maduro detido em Nova York desde 3 de janeiro e direcionam vendas de petróleo venezuelano (USD 1+ bilhão em receitas desde então). (cfr, atlantic council, kharon)
- Encontro Lula-Trump na Casa Branca em 7 de maio durou três horas e criou grupo de trabalho com prazo de 30 dias para destravar tarifas americanas. O Brasil é o país mais afetado pelas tarifas de 25% sobre aço e alumínio vigentes desde 2025, agora ampliadas em abril para uma cesta maior de produtos. (washington times, piie, al jazeera)
- Senador mexicano Lilly Téllez (PAN) acusou em audiência pública a presidente Claudia Sheinbaum de 'proteger narco-políticos' após indiciamento americano de 10 figuras do Morena (partido governista), incluindo o ex-governador de Sinaloa Rubén Rocha. A presidente México recusou pedido de extradição em 30 de abril e endureceu retórica contra Washington em 13 de maio após vazamento da CNN sobre operações da CIA. (fox news, csmonitor, al jazeera)
R.2Militar — Incidentes e Atividade
Colômbia
- FARC-EMC (facção do Iván Mordisco) segue ofensiva pré-eleitoral. Total de 26 ataques com explosivos e drones desde 25 de abril no sudoeste do país. Procuradoria atribui a campanha à tentativa do grupo de demonstrar capacidade militar antes da posse do próximo governo. (npr, washington post, insightcrime)
México
- CNN reportou em 12 de maio operação clandestina da CIA dentro do território mexicano contra cartéis, incluindo participação direta em assassinatos seletivos. Sheinbaum negou em 13 de maio e exigiu investigação. CIA e Departamento de Estado dos Estados Unidos também negaram. Caso pressiona a aliança bilateral em meio à abertura da revisão do USMCA. (cnn, al jazeera)
- Estratégia 'kingpin' contra cartéis amplia choque entre forças mexicanas e facções, especialmente no estado de Sinaloa após a captura do filho de El Chapo em 2024 e o consequente racha interno entre as facções Mayos e Chapitos. Violência intra-cartel segue elevada em Culiacán e Mazatlán. (al jazeera, stimson center)
Haiti
- Gangues controlam mais de 80% da área metropolitana de Porto Príncipe. Em 10 e 11 de maio, novo deslocamento forçou centenas a abandonar casas perto da rota para o aeroporto Toussaint Louverture. Em 15 de maio o general mongol Erdenebat Batsuuri assumiu o comando da Força de Supressão de Gangues (GSF), missão da ONU que substitui a antiga MSS liderada pelo Quênia com mandato ampliado para operações independentes. (washington post, haitian times, un news)
Equador
- Segunda gestão Noboa enfrenta cenário de violência inédito: Equador fechou 2025 com taxa de homicídios de 51 por 100 mil habitantes, recorde histórico (acima dos 46/100k de 2023). 9.216 homicídios em 2025 contra 7.063 em 2024. Fragmentação de gangues, expansão do narcotráfico e mineração ilegal são vetores principais. (acled, crisis group, al jazeera)
R.3Econômico
- Real brasileiro fechou perto de R$ 4,98/USD após semana volátil — chegou a R$ 4,89 (maior valor em mais de dois anos) e recuou para R$ 5,07. Sustentação vem de juros elevados, fluxo externo e preços fortes de commodities (petróleo e soja). Mercado precificando avanço da agenda fiscal e prazo de 30 dias para acordo tarifário com Estados Unidos. (trading economics, piie)
- Argentina mantém disinflation: 2,9% mensal em fevereiro/2026 (Bloomberg consensus 2,8%); EMAE em alta histórica em janeiro mas com economia 'de duas velocidades' — agropecuária +25%, indústria -2,6%, varejo -3,2%. Peso continua em banda gerenciada com expansão atrelada à inflação defasada (+2,5-2,8% ao mês). (piie, buenos aires herald)
- Revisão do USMCA entre Estados Unidos, México e Canadá começa em 26 de maio em Washington. Decisão crítica em 1º de julho sobre extensão, renegociação ou rescisão do tratado — variável-chave para investimento industrial em todas as três economias. (csis, piie)
R.4Social
- Haiti registra mais de 1 milhão de deslocados internos. Novo episódio de 10-11 de maio expulsou centenas de famílias da região do aeroporto. Crise humanitária estrutural, com UN classificando como 'uma das piores em décadas'. (un news, ohchr)
- Em El Salvador, Guatemala e Honduras, cerca de 320 mil pessoas seguem internamente deslocadas por violência de gangues, insegurança alimentar e mudança climática. Salvador apresenta melhoria localizada pelo modelo Bukele, mas Guatemala e Honduras mantêm fluxos de saída para a fronteira norte. (unhcr, wola)
R.5Informação
- Vazamento da CNN em 12 de maio sobre operações letais da CIA dentro do México dominou ciclo de notícias hemisférico. Sheinbaum apresentou em 13 de maio resposta formal e exigiu investigação binacional. CIA e Departamento de Estado dos Estados Unidos negaram. Episódio sinaliza ruptura de canais tradicionais de cooperação anti-cartel. (cnn, al jazeera)
R.6Infraestrutura — Aviação · Fronteiras · Energia
Status de Espaço Aéreo
| País / Bloco | Status |
|---|---|
| Estados Unidos | Aberto |
| México | Aberto |
| Brasil | Aberto |
| Colômbia | Aberto |
| Equador | Aberto |
| Venezuela | Restrito |
| Haiti | Restrito |
- Espaço aéreo do Haiti permanece com restrições operacionais — várias companhias internacionais suspenderam Porto Príncipe; carga humanitária via aeroporto Toussaint Louverture depende de janelas curtas com escolta da GSF. Venezuela mantém restrições de rota e overflights por sanções e por nova configuração política. (faa, safeairspace)
Fronteiras Terrestres
- Fronteira Estados Unidos-México: encontros pontuais elevados nas zonas de El Paso e San Diego, mas sem caravana ativa documentada na semana. Operação ampliada da Border Patrol e da Guarda Nacional segue. (dhs, wola)
- Fronteira Colômbia-Venezuela: tráfego informal estável na região do Catatumbo e em Cúcuta; militarização do governo Petro contra ELN reduz acesso civil em corredores específicos. (crisis group, insightcrime)
Energia e Infraestrutura Crítica
- Canal do Panamá segue operacional após recuperação parcial dos níveis do Lago Gatún pela estação chuvosa. Sem impacto operacional nesta semana. ACP mantém regras moderadas de calado. (acp)
R.7Ambiente Físico
- Início de temporada de furacões no Atlântico Norte (oficial em 1º de junho). NOAA e CSU projetam temporada acima da média histórica. Sem evento ativo documentado na semana, mas operadores no Caribe e no sul dos Estados Unidos devem ajustar planos de contingência. (noaa, csu)
R.8Tempo — Prognóstico
- Eleições Colômbia — 31 de maio. Primeiro turno presidencial sob risco elevado de violência. Janela crítica: 17 a 29 de maio (campanha) e dia da votação. Pontos sensíveis: Cauca, Nariño, Valle del Cauca. (análise baruch)
- Abertura formal da revisão do USMCA — 26 de maio. Encontros em Washington. Janela crítica: 26 de maio a 1º de julho. (csis)
- Vácuo presidencial na Venezuela — sem prazo formal. Risco de fragmentação institucional aumentando dia a dia desde 13 de maio. Pressão americana para eleição-relâmpago condicional. (atlantic council, cfr)
Europa
R.0Síntese
- Cessar-fogo do Dia da Vitória entre Rússia e Ucrânia (8 a 11 de maio) expirou sem prorrogação. Em 16 de maio, 195 confrontos foram registrados ao longo da linha de frente. Eixo de Pokrovsk segue como mais ativo (23 ataques). (ukrinform, kyiv independent)
- Alemanha consolidou-se como maior investidor europeu em defesa: orçamento 2026 de €108,2 bilhões e meta de 3,5% do PIB até 2029. Deslocamento do centro de gravidade militar europeu para o leste preocupa Paris e Roma. (atlantic council, defense news)
- Operação Eastern Sentry da OTAN segue ativa após violações russas no espaço aéreo da Polônia (setembro/2025), Romênia (2 de maio) e Estônia. Dinamarca, França e Alemanha contribuíram com caças adicionais. (newsweek, the hill)
R.1Político
- Alemanha confirmou orçamento de defesa de €108,2 bilhões em 2026 e meta de 3,5% do PIB até 2029 — cerca de USD 189 bilhões anuais. Berlim também retomou estudo de aquisição de mísseis Tomahawk americanos. França (2,3% até 2028), Reino Unido (2,5% até 2027) e Itália (2% até 2028) ficam atrás. Macron advertiu indústria francesa que Paris poderá comprar 'mais europeu' caso a produção doméstica não atenda demanda. (atlantic council, euronews, defense news, eurasian times)
- Putin afirmou que a guerra na Ucrânia estaria 'chegando ao fim' durante celebrações do Dia da Vitória em 9 de maio, mas Moscou não fixou data nem aceitou encontro presencial com Zelensky em terceiro país. Trump havia intermediado trégua de três dias com troca de 1.000 prisioneiros, mas cessar-fogo expirou em 11 de maio sem renovação. (moscow times, npr, al jazeera)
- Estônia e Letônia mantêm pressão diplomática após violações russas no fim de 2025: três caças russos entraram em espaço aéreo estoniano em setembro, ativação do Artigo 4 da OTAN. Drone russo derrubado sobre a Polônia teve fragmentos recuperados na praia de Ventspils, Letônia. Em 2025, Rússia testou espaço aéreo da OTAN 18 vezes — alta de 200% em um ano. (newsweek, the hill, the conversation)
R.2Militar — Incidentes e Atividade
Ucrânia
- Em 16 de maio o Estado-Maior ucraniano registrou 195 confrontos ao longo da linha de frente. Eixo de Pokrovsk concentrou 23 ataques, com avanços russos nas áreas de Synkivka (oblast de Kharkiv), Pryvillia e Andriivka-Klevtsove (oblast de Donetsk). Pokrovsk e Myrnohrad foram capturados pelos russos no início de 2026, mas avanço a oeste segue lento. (ukrinform, kyiv independent, critical threats)
- Cessar-fogo de três dias (8 a 11 de maio) intermediado por Trump trouxe troca acordada de 1.000 prisioneiros por lado, mas ambas as partes se acusaram de violações pontuais. Strikes russos contra infraestrutura energética continuaram em algumas frentes (Time/Zelensky em 5/maio: 'cinismo absoluto'). (time, kyiv independent)
Rússia
- Bryansk, Kursk e Belgorod (oeste da Rússia, fronteira com a Ucrânia) permanecem sob fogo de drones e mísseis HIMARS ucranianos. Aeroportos regionais com fechamentos pontuais. (moscow times)
Romênia
- Caças F-16 da base 86 em Fetești decolaram às 02h00 de 2 de maio após drone russo cruzar brevemente o espaço aéreo nacional na região de Chilia (delta do Danúbio) com trajetória para Ismail, Ucrânia. Romênia já registrou 7 violações em 2026, segundo seu Ministério da Defesa — todas decorrentes de ataques russos a alvos ucranianos próximos à fronteira. (cbs news, kyiv post, ministerul apararii nationale)
Polônia / Estônia / Letônia
- Operação Eastern Sentry da OTAN segue ativa desde 12 de setembro de 2025, criada após incursão de 19-23 drones russos no espaço aéreo da Polônia. Dinamarca cedeu 2 F-16 e fragata anti-aérea; França enviou 3 Rafale; Alemanha contribuiu com 4 Eurofighters. Estônia também acionou o Artigo 4 após violação por 3 caças russos em setembro. (newsweek, pbs, the hill)
R.3Econômico
- Crise energética europeia residual: parada parcial do GNL via Estreito de Hormuz (principal corredor de exportação do Catar, maior fornecedor de GNL para Europa) ampliou pressão sobre preços. Brent em USD 109,26 e gás natural europeu mantendo prêmio sobre Henry Hub. (bloomberg, ing think)
- OPEC+ decidiu em 3 de maio elevar produção em 188 mil barris/dia a partir de junho — adicional voluntário sobre os cortes anunciados em 2023. Arábia Saudita e Rússia lideram. Movimento parcialmente compensa choque do Estreito de Hormuz, mas insuficiente para repor 14,5 milhões barris/dia em déficit estimado pela AIE. (opec, global security, iea)
R.4Social
- Ucrânia: deslocamento interno mantém-se na faixa de 3,7 milhões; refugiados internacionais sob proteção temporária ainda acima de 6 milhões. Sem nova onda documentada na semana — janela do cessar-fogo de 8-11/maio reduziu deslocamento marginal. (unhcr, iom)
R.5Informação
- Rússia testou espaço aéreo da OTAN 18 vezes em 2025 — alta de 200% em um ano segundo levantamento publicado em The Conversation. Padrão evidencia campanha deliberada, não derrame acidental. Eastern Sentry segue como resposta institucional ampliada. (the conversation, theulcrum)
R.6Infraestrutura — Aviação · Fronteiras · Energia
Status de Espaço Aéreo
| País / Bloco | Status |
|---|---|
| Ucrânia | Fechado |
| Rússia (regiões fronteiriças) | Restrito |
| Polônia | Aberto |
| Romênia | Restrito |
| Estônia / Letônia / Lituânia | Aberto |
| Alemanha / França / Itália | Aberto |
- Espaço aéreo da Ucrânia segue fechado integralmente para aviação civil desde 24/02/2022. Rússia mantém fechamentos pontuais em aeroportos regionais (Bryansk, Kursk, Voronezh, Belgorod) por ataques ucranianos. Romênia opera com restrições no delta do Danúbio. (easa, safeairspace)
Fronteiras Terrestres
- Fronteiras Polônia-Belarus e Lituânia-Belarus: tensão sobre instrumentalização migratória; movimento de civis monitorado. Finlândia mantém fronteira terrestre com Rússia fechada — sem reabertura prevista. (frontex, eu commission)
Energia e Infraestrutura Crítica
- Cabos submarinos no Báltico seguem sob vigilância elevada após série de incidentes em 2024-2025; OTAN expandiu monitoramento naval na operação Baltic Sentry. (nato, the conversation)
R.7Ambiente Físico
Sem evento natural significativo rastreável no período.
R.8Tempo — Prognóstico
- Janela de retomada de hostilidades Rússia-Ucrânia em escala maior. Cessar-fogo de 8-11/maio expirou; nenhum substituto formal. Pokrovsk segue como eixo prioritário russo. Prognóstico: intensificação na próxima quinzena. (análise baruch)
- Cúpula da OTAN em Haia — 24 a 26 de junho. Pauta dominada por meta de gasto, posicionamento contra Rússia e ampliação da Eastern Sentry. Calendário de planejamento operacional já em curso. (nato)
MENA
R.0Síntese
- Cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã em deterioração acelerada: New York Times reportou em 15 de maio que Washington e Tel Aviv preparam retomada da Operation Epic Fury em dias. Trump declarou em 16 de maio que os EUA poderiam 'destruir a infraestrutura do Irã em dois dias'. (new york times, haaretz)
- Estreito de Hormuz segue fechado pelo terceiro mês. CEO da Saudi Aramco confirmou em 11 de maio: 600+ petroleiros presos no Golfo, 240 fora. Brent em USD 109,26 (+8,1% na semana). (bloomberg, financial times)
- Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah no Líbano foi estendido por 45 dias em 15 de maio, mas ataques israelenses no sul libanês permanecem diários — Beirute registrou 18 mortos e 124 feridos em 24 horas em 16 de maio. IDF matou Izz al-Din al-Haddad, principal líder operacional do Hamas em Gaza. (times of israel, haaretz, al jazeera)
R.1Político
- Negociações entre Estados Unidos e Irã mediadas pelo Paquistão seguem deadlocked. Proposta iraniana de 27 de abril (entregue via Islamabad) condiciona reabertura de Hormuz ao fim do bloqueio naval americano, liberação de ativos congelados, suspensão de sanções e novo mecanismo de governança do estreito. Programa nuclear ficaria para fase posterior. Washington não aceitou. (axios, jerusalem post, pbs)
- Em 15 de maio, terceira rodada de negociações Israel-Líbano no Departamento de Estado encerrou com extensão de 45 dias do cessar-fogo. Hezbollah declarou via deputado parlamentar que 'as negociações com todos os seus resultados não nos dizem respeito e não serão implementadas'. (times of israel)
- Comunicado conjunto de Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Bahrain condenou o ataque iraniano aos Emirados Árabes Unidos em 8 de maio como 'escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade regional'. Riade também emitiu nota separada de apoio explícito à defesa aérea emiradense. (state department, al jazeera)
R.2Militar — Incidentes e Atividade
Israel / Líbano
- Em 16 de maio o IDF confirmou a morte em Gaza de Izz al-Din al-Haddad, descrito pelo Estado-Maior de Israel como 'chefe operacional do Hamas em Gaza' e identificado pelo gabinete como o principal obstáculo ao plano de paz de Trump. No mesmo dia, ataques israelenses no sul do Líbano (incluindo área de Tiro) deixaram 18 mortos e 124 feridos em 24 horas, segundo o Ministério da Saúde libanês. (times of israel, haaretz, al jazeera)
Irã
- New York Times em 15 de maio: opções sob exame em Washington para retomada de operações contra o Irã incluem (1) bombardeio intensificado contra infraestrutura militar e civil; (2) tomada da ilha de Kharg (hub que escoa ~90% das exportações iranianas); (3) inserção de comandos para extrair material nuclear de Fordow e Natanz. Trump em 16 de maio: 'podemos destruir a infraestrutura iraniana em dois dias'. (new york times, haaretz, jerusalem post)
Emirados Árabes Unidos
- Em 8 de maio, o Irã lançou 12 mísseis balísticos, 3 mísseis de cruzeiro e 4 drones contra os Emirados Árabes Unidos — primeiro ataque desde o cessar-fogo de 8 de abril. Defesa aérea emiradense interceptou a maioria, mas drone atingiu o porto petrolífero de Fujairah ferindo 3 cidadãos indianos. GCAA suspendeu restrições de espaço aéreo em 2 de maio (antes do ataque); EASA mantém alerta CZIB 2026-03-R8 sobre todos os países do CCG. (ministry of defence uae, al jazeera, easa)
Arábia Saudita
- Sem ataques diretos no período, mas produção saudita caiu ao menor nível desde 1990 segundo dados da AIE. Arábia Saudita e Rússia lideram decisão da OPEC+ em 3 de maio de elevar produção em 188 mil barris/dia a partir de junho — movimento técnico em meio ao bloqueio de Hormuz. (iea, opec)
R.3Econômico
- Brent em USD 109,26/barril em 15 de maio, alta de 3,35% no dia e 8,1% na semana, com Hormuz fechado. AIE descreve drawdown atual de estoques como 'entre os mais rápidos já registrados fora da pandemia'. Citi projeta USD 150/barril se Hormuz permanecer fechado até junho; Goldman revisou Q4 de USD 80 para USD 90. (bloomberg, iea, ing think)
- Mais de 840 petroleiros presos em torno do Estreito de Hormuz (600+ dentro do Golfo, 240+ fora), confirmou Saudi Aramco em 11 de maio. Demurrage acumulado e prêmio de seguro de risco de guerra (W&S) atingem patamar recorde, com taxas subindo 600% sobre a média histórica. (ukmto, lloyd's list, bloomberg)
R.4Social
- Gaza segue em colapso humanitário. Plano de paz de Trump (proposto em abril, endossado por Egito, Catar e Estados Unidos) trava em torno de desmilitarização do Hamas; o assassinato de Al-Haddad pode acelerar ou fragmentar o cenário, a depender da reorganização interna do grupo. (times of israel, al jazeera)
- Líbano: ataques israelenses no sul mantêm deslocamento interno na faixa de 850 mil pessoas. Ministério da Saúde libanês contabiliza 18 mortos e 124 feridos em 24 horas (16 de maio) — primeira escalada significativa desde a extensão do cessar-fogo em 15 de maio. (al jazeera, lebanese ministry of health)
R.5Informação
- Atores cibernéticos alinhados ao Irã devem migrar de vazamento de dados para ataques destrutivos contra infraestrutura ocidental, segundo CISA e Mandiant. Setores prioritários: saúde, água, energia, telecomunicações. CISA anunciou em 6 de maio iniciativa específica para hospitais americanos. (cisa, mandiant, industrial cyber)
R.6Infraestrutura — Aviação · Fronteiras · Energia
Status de Espaço Aéreo
| País / Bloco | Status |
|---|---|
| Israel | Restrito |
| Líbano | Restrito |
| Irã | Fechado |
| Iraque | Fechado |
| Arábia Saudita | Restrito |
| Emirados Árabes Unidos | Restrito |
| Catar / Kuwait / Bahrain | Restrito |
- EASA mantém CZIB 2026-03-R8 (renovado em 30 de abril, válido até 5 de maio e subsequentemente estendido), recomendando que companhias de aviação europeias evitem todo o espaço aéreo de Bahrain, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. GCAA emiradense suspendeu restrições em 2 de maio (antes do ataque iraniano de 8/maio). (easa, gcaa)
Fronteiras Terrestres
- Fronteira Líbano-Síria e Iraque-Síria sob monitoramento intensivo americano e israelense por suspeita de tráfego de armamento para Hezbollah e milícias xiitas. Sem fechamento formal mas tráfego comercial reduzido. (csis, soufan center)
Energia e Infraestrutura Crítica
- Porto petrolífero de Fujairah (Emirados Árabes Unidos) registrou incêndio após ataque de drone iraniano em 8 de maio, três feridos. Operação parcial restabelecida em 48 horas. Porto de Yanbu (Arábia Saudita) sem incidente, mas com elevação de alerta militar. (al jazeera, reuters)
- Bab el-Mandeb: Houthis (Yemen) mantêm capacidade de míssil de 200 km mas sem ataque a navio comercial em 2026. UKMTO mantém alerta de interferência GNSS no Mar Vermelho central. USS George H.W. Bush fez desvio de 6.000 milhas pelo Cabo da Boa Esperança. (ukmto, defence security asia)
R.7Ambiente Físico
- Onda de calor regional em Iraque, Kuwait e Arábia Saudita antecipa temporada de temperaturas extremas (>50°C). Impacto operacional em logística, eletricidade e mobilidade — janela de risco térmico aberta de maio a setembro. (noaa, meteorological saudi)
R.8Tempo — Prognóstico
- Janela de retomada da Operation Epic Fury — próximos 7 a 14 dias. Indicação concreta do New York Times em 15/maio. Risco operacional sobre todo o teatro do Golfo Pérsico e Levante. (new york times, análise baruch)
- Cessar-fogo Israel-Hezbollah no Líbano — vigente até ~30 de junho. Janela de 45 dias renovada em 15 de maio. Ataques diários no sul libanês demonstram fragilidade do acordo. (times of israel)
África Subsaariana
R.0Síntese
- Maior ofensiva jihadista-separatista no Mali desde 2012. FLA (tuareg) e JNIM (Al-Qaeda) consolidaram controle de Kidal, Aguelhok e Tessalit após retirada do Africa Corps russo. Ataques se espalharam para Burkina Faso e Níger no início de maio. (critical threats, africa center)
- Sudão permanece como maior crise humanitária e de deslocamento do planeta. Duas declarações formais de fome IPC-5 (El Fasher e Kadugli) vigentes; 20 áreas adicionais em risco. RSF segue como ator hegemônico em Darfur. (ohchr, security council report)
- Em República Democrática do Congo, M23 fez retirada unilateral da planície do Ruzizi (Kivu do Sul) em 9 de maio — primeira contração territorial significativa do grupo. Em 10 de maio, ONU repatriou 359 ruandeses via Goma sob controle do M23. (critical threats, africa center)
R.1Político
- Estados Unidos sancionou o ex-presidente Joseph Kabila por laços com o M23. Governo congolês acusado pelo Critical Threats de 'estagnar progresso' nas negociações de paz de meados de abril, abertas no Catar sob mediação americana. (treasury department, critical threats)
- Níger: junta cancelou todos os desfiles de 1º de maio em todo o país por 'estado de alerta — estamos em guerra', segundo fonte militar à AFP. Primeira cancelação em escala nacional desde a formação da Aliança dos Estados do Sahel (Burkina Faso, Mali, Níger) em 2023. (afp, africa center)
- União Africana, Comissão Africana de Direitos Humanos e ONU emitiram em maio declaração conjunta sobre o Sudão exigindo acesso humanitário irrestrito, fim das obstruções da SAF (Forças Armadas Sudanesas) e cessar de atrocidades pela RSF (Forças de Apoio Rápido). Documento aponta El Fasher como epicentro imediato após queda nas mãos da RSF. (ohchr)
R.2Militar — Incidentes e Atividade
Sudão
- Após a queda de El Fasher pela RSF, pelo menos 460 trabalhadores de saúde, pacientes e civis foram mortos ou sequestrados no último hospital ativo da cidade, segundo a ONU. Famine declarada (IPC-5) em El Fasher (Darfur) e Kadugli (Cordofão do Sul). 20 áreas adicionais em risco de fome em Darfur e Cordofão. (hrw, refugees international, ohchr)
Mali / Burkina / Níger
- FLA (Frente de Libertação do Azawad, tuareg) e JNIM (Al-Qaeda) consolidaram o controle de Kidal, Aguelhok e Tessalit no Mali após retirada conjunta de tropas malianas e do Africa Corps russo. Em 1º de maio, tomaram a base militar de Tessalit (Kidal), próxima à fronteira com a Argélia. Maior ofensiva desde 2012; ofensiva original (25/abril) matou o ministro da Defesa Sadio Camara. (critical threats, wikipedia, africa center)
- Em 11 de maio, JNIM atacou posto militar em Porga (Burkina Faso), matando 7 soldados. Dias antes, o mesmo grupo havia atacado as aldeias de Korikori e Gomossogou na região de Mopti, matando pelo menos 30 (AFP) a 50 (Reuters) pessoas. Burkina Faso reforçou segurança em Uagadugu sob 'estado de alerta'. (reuters, afp, news pravda)
RDC (Congo)
- M23 fez retirada unilateral da planície do Ruzizi e das colinas a oeste da RN5 em 9 de maio — milhares de combatentes recuaram em trecho de cerca de 32 km da RN5 em Kivu do Sul. Wazalendo e FARDC (forças congolesas) retomaram a aldeia de Sange, antiga posição mais avançada do M23 na RN5. Em 10 de maio, ONU repatriou 359 ruandeses via Goma (ainda sob controle do M23). (critical threats, africa center)
Nigéria
- Em 7 de maio, Boko Haram matou 18 lenhadores em ataque com motocicletas perto da aldeia de Abaram (distrito de Bama, Borno). Sete vítimas tentaram fugir para o mato e foram perseguidas e mortas. Em 15 de maio, ataque a uma escola secundária em Borno deixou número não informado de estudantes desaparecidos. (news pravda, washington post)
R.3Econômico
- África do Sul: rand sob pressão moderada por choque global de commodities. Crise energética da Eskom mostra estabilização operacional após reformas estruturais; impacto sobre PIB ainda contido. (trading economics)
- Nigéria: naira segue volátil; inflação em torno de 24% interanual após reformas de combustível e câmbio do governo Tinubu. Produção petrolífera abaixo da meta da OPEP. (trading economics, opec)
R.4Social
- Sudão: maior crise humanitária do mundo. Duas declarações formais de fome IPC-5 (El Fasher em Darfur; Kadugli em Cordofão do Sul). 20 áreas adicionais em risco. ONU classifica como 'situação sem paralelo desde a década de 1980'. (ipc, ohchr, security council report)
- Sahel (Mali, Burkina Faso, Níger) entra em janela de pré-colheita com estoques alimentares no menor nível do ano. Bloqueio de corredores humanitários por JNIM e FLA, somado a sanções e à ruptura com parceiros ocidentais, amplifica risco alimentar agudo. (fews net, africa center)
R.5Informação
- Al-Jazeera detalhou em 16 de maio perfil de Abu-Bilal al-Minuki como 'comandante sombra' do ISIL na África Ocidental, com expansão operacional desde 2024. Levantamento confirma fluxo crescente de recursos do ISIL central para afiliados na Nigéria e no Sahel. (al jazeera)
R.6Infraestrutura — Aviação · Fronteiras · Energia
Status de Espaço Aéreo
| País / Bloco | Status |
|---|---|
| Sudão | Fechado |
| Mali | Restrito |
| Burkina Faso | Restrito |
| Níger | Restrito |
| Nigéria | Aberto |
| RDC | Restrito |
| África do Sul | Aberto |
| Quênia / Etiópia | Aberto |
- Espaço aéreo do Sudão permanece fechado para aviação civil. Mali, Burkina Faso e Níger operam com restrições significativas — risco elevado de míssil portátil (MANPADS) em alguns corredores. África do Sul e Quênia operam normalmente como hubs continentais. (faa, safeairspace, easa)
Fronteiras Terrestres
- Fronteira Sudão-Chade sob pressão extrema de deslocamento. ACNUR registra mais de 1,2 milhão de refugiados sudaneses no Chade desde 2023. (unhcr)
- Fronteira Mali-Argélia (próxima a Tessalit) sob controle de fato da FLA/JNIM após retirada russo-maliana. Argel monitora situação com aumento de patrulhamento aéreo no sul. (africa center)
Energia e Infraestrutura Crítica
- Pipeline TAZAMA (Tanzânia-Zâmbia) e Tazara railway seguem operacionais. Porto de Lobito (Angola) ganha relevância logística após investimentos americanos no Lobito Corridor. (csis)
R.7Ambiente Físico
- Estação chuvosa no Sahel começa entre junho e agosto. Pré-temporada atual no Mali, Burkina Faso e Níger mantém estoques alimentares no menor nível anual. (fews net)
R.8Tempo — Prognóstico
- Pressão sobre Bamako — próximas 4 a 8 semanas. Avanço da FLA/JNIM ao sul ameaça corredor Bamako-Mopti. Risco de evacuação consular elevado. (análise baruch)
- Janela de fome no Sahel — agosto-outubro. Pré-colheita atual prepara pico de insegurança alimentar caso bloqueio de corredores persista. (fews net, análise baruch)
Ásia-Pacífico
R.0Síntese
- Tensão Índia-Paquistão segue elevada após Operação Sindoor (6 de maio) que atingiu 9 alvos em Paquistão e Cachemira ocupada. Modi suspendeu unilateralmente o Tratado das Águas do Indo após ataque de Pahalgam (26 civis mortos). (al jazeera, house of commons library)
- Mianmar: junta (SAC) controla apenas 21% do território — segundo levantamento SAC-M de maio. Cessar-fogo de 2 a 22 de abril sistematicamente violado. 5,2 milhões deslocados. (sac-m, iiss)
- Filipinas e China mantêm impasse em Scarborough — Pequim instalou barreira flutuante em 10-11 de abril; tensões com Manila persistem durante exercício combinado Balikatan 2026 com Estados Unidos. (fdd, vision times)
R.1Político
- Índia e Emirados Árabes Unidos assinaram em 15 de maio pactos de defesa enquanto a tensão com o Irã e o Paquistão aumenta. Acordo abrange cooperação em logística militar, treinamento e fabricação local. (al jazeera)
- Em 6 de maio, Índia lançou Operação Sindoor: ataque a 9 alvos no Paquistão e na Caxemira administrada por Islamabad — descritos por Nova Delhi como bases de planejamento de ataques terroristas. Confronto bilateral mais grave desde 2019. Tratado das Águas do Indo continua suspenso por iniciativa indiana. (al jazeera, cfr, house of commons library)
- Diálogo Trump-Xi sobre o Irã permanece em segundo plano: visita de Trump à China foi adiada por causa da escalada. Pequim segue como principal importador de petróleo iraniano e crítica indireta do bloqueio de Hormuz pelos Estados Unidos. (al jazeera)
R.2Militar — Incidentes e Atividade
China / Taiwan
- ELP (China) realizou 169 incursões na ADIZ (Taiwan) em abril. Padrão mensal de 2026 abaixo da média de 2025 (mais de 300/mês), mas com exercício 'Justice Mission 2025' (final de dezembro/2025) tendo simulado bloqueio integral da ilha — maior em escala já registrado. Em maio, PLAN STC realizou dois desdobramentos importantes no Mar do Sul da China e no Pacífico Oeste em resposta ao Balikatan 2026. (aei, global taiwan institute, the diplomat)
Coreia do Norte / Sul
- Coreia do Norte manteve campanha de testes balísticos em 2026 — 7 lançamentos no acumulado do ano (último: 19/abril com 5 mísseis táticos Hwasong-11 a partir de Sinpo, atingindo alvo a 136 km com 'alta precisão'). Kim Jong Un reiterou foco em 'expansão ilimitada das forças nucleares'. Engenharia de motor para míssil capaz de atingir os Estados Unidos continentais testada no início do ano. (bloomberg, al jazeera, pbs)
Filipinas / China
- Barreira flutuante chinesa em Scarborough Shoal documentada por imagens de satélite em 10-11 de abril (4 barcos de pesca, 1 navio da Guarda Costeira chinesa e nova barreira flutuante). Manila segue protesto diplomático; Guarda Costeira filipina tenta operação de pesca tradicional com escolta. (fdd, vision times, maritime fair trade)
Mianmar
- Junta (SAC) controla 21% do território após 5 anos de guerra civil — segundo relatório SAC-M de maio. Cessar-fogo unilateral de 2 a 22 de abril violado por bombardeios aéreos rotineiros. Governo civil aliado aos militares assumiu em abril após eleições de janeiro classificadas como fraudulentas. Mais de 1.200 grupos armados em campo; 5,2 milhões deslocados. (sac-m, iiss, crisis group)
Índia / Paquistão
- Operação Sindoor (Índia, 6/maio): ataque a 9 alvos em Paquistão e Cachemira ocupada. Maior confronto bilateral desde 2019. Nova Delhi suspendeu unilateralmente o Tratado das Águas do Indo (1960). Islamabad classificou como 'ameaça existencial' à sua população. (al jazeera, cfr, house of commons library)
R.3Econômico
- China: yuan segue gerenciado em torno de 7,18/USD. Exportações resilientes apesar de tarifas americanas; foco doméstico em consumo e tecnologia. Setor imobiliário em estabilização lenta. (trading economics, world bank)
- Japão: iene em torno de ¥150/USD após intervenção verbal do BoJ; inflação interanual em 2,8%, BoJ ainda em política acomodatícia. Exportações afetadas por tarifas americanas sobre automóveis. (trading economics, bloomberg)
- Coreia do Sul: won estável em torno de 1.350/USD. Semicondutores e baterias ainda como motor primário; exportações para China em recuperação. (trading economics)
R.4Social
- Mianmar: 5,2 milhões de pessoas deslocadas internas e além-fronteiras (maior crise humanitária da Ásia-Pacífico). Junta militar reforça táticas de bombardeio de aldeias mesmo em períodos declarados de cessar-fogo. (sac-m, ohchr)
- Caxemira indiana sob estado de alerta máximo desde Pahalgam (abril); movimento turístico colapsado; restrições de comunicação ampliadas. (al jazeera, house of commons library)
R.5Informação
- Entradas ilegais por cidadãos chineses em Taiwan coincidiram com exercícios de prontidão do ELP em 2025 e início de 2026, segundo o Taipei Times — padrão interpretado por analistas como parte da estratégia de 'zona cinzenta' chinesa para testar defesa costeira. (taipei times)
R.6Infraestrutura — Aviação · Fronteiras · Energia
Status de Espaço Aéreo
| País / Bloco | Status |
|---|---|
| China | Aberto |
| Taiwan | Restrito |
| Coreia do Norte | Fechado |
| Coreia do Sul | Aberto |
| Japão | Aberto |
| Filipinas | Aberto |
| Mianmar | Restrito |
| Índia / Paquistão | Restrito |
- Espaço aéreo Índia-Paquistão segue com restrições mútuas após Operação Sindoor; corredores comerciais alterados; companhias do Golfo desviam rotas. Coreia do Norte permanece fechada. Taiwan sob risco elevado por exercícios chineses periódicos. (easa, faa, safeairspace)
Fronteiras Terrestres
- Fronteira Índia-Paquistão (Cachemira): militarização ampliada após Operação Sindoor; mobilização recíproca; risco de incidente elevado nas próximas semanas. (cfr)
- Fronteira China-Mianmar (Lashio, Muse): sob pressão por refugiados fugindo de combates no estado Shan. China mantém ações limitadas de patrulhamento e empuxo. (crisis group)
Energia e Infraestrutura Crítica
- Estreito de Malaca: tráfego normal entre Singapura, Malásia e Indonésia. Atenção elevada com manobras navais do ELP em resposta ao Balikatan 2026. (lowy institute)
R.7Ambiente Físico
- Início de monção em Índia, Bangladesh e Nepal. Previsão de chuvas intensas na segunda quinzena de maio com impacto sobre tráfego aéreo em Délhi, Calcutá e Dhaka. (imd)
R.8Tempo — Prognóstico
- Janela de retaliação paquistanesa à Operação Sindoor — próximas 2 a 4 semanas. Risco de incidente em corredor da Cachemira; alerta para executivos com viagem prevista para Índia ou Paquistão. (análise baruch)
- Calendário taiwanês — exercícios anuais Han Kuang em junho/julho. Provocações chinesas adicionais esperadas em torno do evento. (global taiwan institute)
Recomendações
Leituras operacionais para clientes corporativos e indivíduos de alto patrimônio
Diagnóstico: o New York Times reportou em 15 de maio que Washington e Tel Aviv preparam reativação da Operation Epic Fury em dias, com três opções operacionais sobre a mesa — bombardeio ampliado, tomada de Kharg e inserção de comandos. Trump declarou em 16 de maio que os EUA poderiam 'destruir a infraestrutura do Irã em dois dias'. Cessar-fogo via Paquistão sem perspectiva de avanço.
Ação: clientes com agenda no Golfo Pérsico, no Levante ou em destinos servidos por overflight da Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos ou Omã devem antecipar reservas alternativas via Cairo ou Atenas; ativar protocolos de evacuação preposicionada; revisar cláusulas de seguro K&R e force majeure em contratos com partes na região. Empresas exportadoras devem hedge ampliado em USD e em Brent — sensibilidade estimada de +USD 25-40/barril em cenário de Hormuz fechado por mais 60 dias.
Janela: próximos 7 a 14 dias. (análise baruch)
Diagnóstico: a FARC-EMC (facção de Iván Mordisco) acumulou 26 ataques com explosivos e drones desde 25 de abril, incluindo a explosão de 27/abril entre Cali e Popayán que matou 21 pessoas. A campanha continua até 29 de maio; primeiro turno em 31 de maio. Risco elevado em Cauca, Nariño, Valle del Cauca e nas rotas que conectam essas regiões ao eixo urbano.
Ação: executivos e operações em Colômbia devem evitar deslocamento terrestre na faixa sudoeste; reforçar segurança em ativos físicos (escritórios, depósitos, residências); revisar plano de continuidade e de evacuação aérea. Para investidores, monitorar mercado de bonds soberanos colombianos — historicamente sensíveis a violência pré-eleitoral.
Janela: 17 a 31 de maio (e 48 horas pós-vot). (análise baruch)
Diagnóstico: o Estreito de Hormuz segue fechado pelo terceiro mês; 600+ petroleiros presos no Golfo. Brent fechou a semana em USD 109,26 (+8,1%); ouro perto de USD 4.694 (+43% no acumulado do ano); DXY em queda. Cenário de stagflation global ganha probabilidade caso a guerra seja retomada.
Ação: revisar portfólios — overweight em ouro, energia e defesa; underweight em consumo discricionário; recalibrar hedge de moedas para exportadoras brasileiras e mexicanas (USD/BRL com banda 4,90–5,15; USD/MXN sensível à revisão do USMCA em 1º de julho). Empresas com cadeia logística no Mar Vermelho ou no Golfo Pérsico devem ampliar estoques de segurança e alongar contratos de frete com cláusula de força maior.
Janela: 30 a 90 dias. (análise baruch)
Diagnóstico: a tomada de Tessalit, Kidal e Aguelhok pela FLA/JNIM no Mali e a expansão de ataques no Burkina Faso (Porga, 11/maio) e no Níger (cancelamento dos desfiles de 1º de maio sob 'estado de alerta') sinalizam mudança estrutural. A junta maliana perde capacidade militar; o Africa Corps russo recuou. Próximo alvo provável é o corredor Bamako-Mopti.
Ação: empresas com operações em Mali, Burkina Faso e Níger devem ativar planos de evacuação consular preposicionada; revisar contratos de seguro saneando exclusões por terrorismo; substituir transporte terrestre por aéreo sempre que possível (Bamako-Mopti-Niamey). Investidores em commodities africanas (ouro, urânio, lítio) devem reavaliar exposição.
Janela: próximas 4 a 8 semanas. (análise baruch)